sexta-feira, 17 de março de 2017

Um bem simples que fiz e jamais esqueci.

Relembrando o tempo que trabalhei na função de carteiro em 2001. Não​ é história de pescador, mas de um carteiro
A correspondência, a.carta estava lá nos correios, já fazia uma semana, porque o endereço da carta não fazia parte rota de entregas. Sensibilizado, pois vi que talvez a pessoa que deveria receber jamais poderia imaginar que havia uma correspondência para ela, resolvi levar até essa pessoa essa correspondência, mesmo que fosse após o horário de expediente. Nesse mesmo dia que queria fazer a entrega, foi o dia que teve muita correspondência para entrega
E aí? Mas se prometi então
..Resolvi entregar.
O destinatário era nos leirões, nessa época tinha menos casa que hoje, e em alguns locais a casa era única no local. Sem vizinhos. Pois era assim essa casa.
No final do expediente, em minha bicicleta, percorri até o dito endereço. E lá chegando, quando bati Palmas e apareceu aquela senhora de + ou - 60 anos, me cumprimentou com alegria como se já estivesse sabendo o que levava.
- Oi. Vim entregar essa carta endereçada para "D. Maria", é a senhora?
- Sim, meu filho.
-Bom, faz tempo que​ ela chegou, mas como não entregamos por aqui, ficamos esperando alguém ir buscar.
Quando eu estava subindo em minha bicicleta para vim embora, escuto ela falar.
- Meu filho, posso te pedir um favor?
-Sim, minha senhora, pode dizer.
- Pode abrir e  ler a carta para mim?
- Sim, leio sim.
Apesar de já está com expediente estourado, em local que não era da minha competência, eu disse que Sim!!! Com grande vontade!!!
- Abro a carta, e inicio a leitura.
A carta era do filho dela que estava em São Paulo, e fazia anos que não dava notícias. Ao final dizia que viria passar o fim de ano com ela.
Ao final da carta, olhei seu rosto, em lágrimas. E, agradeceu o meu ato.
Esse foi apenas uma das pessoas que ajudei e com certeza teve outras e sempre haverá mais.